Na edição anterior, falamos sobre vendas. E como repito sempre: o foco é fazer mais e melhores notas fiscais.
Mas de que adianta vender bem se o dinheiro some antes do final do mês?
Chegou a hora de encarar o próximo nível da maturidade empresarial: controle financeiro.
E não, você não precisa ser especialista em planilhas, muito menos gostar de Excel. Mas você precisa saber para onde o dinheiro está indo.
É impressionante quantas empresas faturam alto, mas ainda assim vivem no vermelho. O problema não está na venda, está na desorganização. O empresário que não acompanha o fluxo de caixa com frequência está apenas torcendo para dar certo. E torcer não é estratégia.
Controlar o caixa é saber exatamente quanto entra, quanto sai, quando sai e por quê. Parece simples, mas poucos fazem com constância. O dia a dia consome, os boletos atropelam, e quando se vê… o dinheiro foi embora sem nem avisar.
Você já deve ter ouvido frases como:
“Mas eu vendi bem esse mês, cadê o lucro?”
Ou
“Meu faturamento está bom, mas o saldo da conta sempre no osso.”
A resposta quase sempre está em dois pontos:
falta de controle do fluxo de caixa e ausência de planejamento financeiro.
É como pilotar um avião sem olhar para os instrumentos. Pode até funcionar por um tempo… até que venha a tempestade.
Não é porque você faturou R$ 100 mil que você “ganhou” R$ 100 mil.
Não confunda receita com lucro.
Receita é o que entra. Lucro é o que sobra. E o que sobra, só aparece se você tiver clareza dos custos, das dívidas, das taxas e das retiradas.
E aqui entra uma virada de chave que separa o empresário do amador:
Eu vendo para comprar, não compro para vender.
Quem compra antes de vender está pensando como consumidor, compra com base em desejo, impulso ou “expectativa”.
O empresário maduro faz o caminho inverso. Vende primeiro, valida a demanda, organiza o caixa, e só então reinveste de forma estratégica.
Essa mentalidade é o que mantém o negócio vivo nos momentos difíceis e escalável nos momentos de expansão.
O empresário que tem clareza, tem poder de decisão.
Sabe a hora de expandir.
Sabe a hora de cortar.
Sabe a hora de reinvestir.
Quem controla o caixa, não vive de susto. Vive de estratégia.
Você pode até contratar um financeiro, usar um sistema de gestão ou um contador parceiro, mas nada disso adianta se você não tiver mentalidade de dono.
Ser dono é olhar para os números.
É perguntar “vale a pena essa despesa?”
É entender que dinheiro parado custa, e dinheiro mal usado destrói.
Se você chegou até aqui, te faço um convite:
Nos próximos 7 dias, olhe o seu extrato com calma. Veja para onde está indo cada real.
Você pode se surpreender — para o bem ou para o caos. Mas pelo menos, vai saber a verdade.
Porque no fim, quem não controla o caixa, não controla o negócio.
No próximo artigo, vamos falar sobre formação de preço inteligente. Porque vender muito e precificar mal é como encher um balde furado: não importa o quanto entra, sempre vai sair.
Na Linha de Frente, vem com a gente.
E claro: conecta comigo, empresário!