Negócios preparados antecipam tendências e redesenham cenários antes que eles se imponham.
O estúdio do Na Linha de Frente recebia Gilberto Lima, especialista em inovação e transformação digital, para uma conversa sobre um dos temas mais urgentes do ambiente corporativo: como planejar e agir estrategicamente em um cenário de mudanças aceleradas. Filipe Pataro abriu o bate-papo observando que, hoje, empresas que esperam para reagir ao mercado já começam a partida em desvantagem. Dan Rocha completou reforçando que visão estratégica não é adivinhação, mas a capacidade de criar sistemas que permitam ajustes rápidos e decisões inteligentes.
Gilberto trouxe exemplos práticos de empresas que souberam antecipar tendências e se reposicionar antes da concorrência. Citou indústrias que investiram em automação e transformação digital anos antes de essas práticas se tornarem urgentes, e varejistas que fortaleceram canais online antes da pandemia. O resultado? Mais resiliência, custos controlados e crescimento sustentado mesmo em períodos de instabilidade.
Os dados confirmam: o relatório Future of Jobs do Fórum Econômico Mundial aponta que 44% das habilidades atuais serão impactadas até 2027 por tecnologias emergentes e novas demandas. Já um estudo da FGV mostra que empresas que mantêm um planejamento estratégico de longo prazo têm 23% mais chances de aumentar a rentabilidade de forma sustentável.
Mas Gilberto alertou: estratégia de futuro não é documento guardado na gaveta. Ela precisa ser revisada constantemente, acompanhando mudanças de comportamento, avanços tecnológicos e movimentos do setor. E mais do que isso, deve estar integrada ao dia a dia da operação, orientando decisões pequenas e grandes.
Ao final, a mensagem foi direta: o futuro não é um evento distante. Ele é construído agora, decisão após decisão. E, se a sua empresa não está desenhando o próprio amanhã, alguém está fazendo isso por você.